Golpe do Aluguel: Contrato Falsificado Engana com Assinatura do GOV
04/09/2026 - LOCAÇÃO DE IMÓVEIS
Golpe do falso aluguel usa contrato falsificado com assinatura eletrônica clonada e já fez 39 vítimas
Criminosos anunciavam imóveis por preços abaixo do mercado e enviavam contratos de locação com falsas assinaturas eletrônicas do SOU.GOV para convencer as vítimas a pagar caução e aluguel antecipado antes de sumir. Entenda o esquema e por que a análise profissional de um contrato faz toda a diferença.
O golpe que enganava até quem prestava atenção
Em agosto de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu uma dupla responsável por aplicar o chamado "golpe do falso aluguel" contra vítimas no DF e em outros estados. O levantamento da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) identificou 39 ocorrências registradas somente naquele ano, com prejuízo total superior a R$ 65 mil.
O que chamou atenção dos investigadores não foi apenas o número de vítimas, mas o nível de sofisticação do esquema. Os golpistas não se limitavam a anunciar imóveis inexistentes: eles produziam contratos de locação com aparência profissional, incluindo supostas assinaturas eletrônicas atribuídas à plataforma SOU.GOV, o que dava uma falsa sensação de segurança jurídica à negociação.
"Ofereciam imóveis para locação por valores atrativos ou abaixo da média de mercado, estratégia utilizada para acelerar a decisão das vítimas e dificultar uma verificação mais cautelosa sobre a autenticidade da negociação" — delegado Pedro Sardá, à frente das investigações.
Como o esquema funcionava, passo a passo
Anúncio abaixo do mercado
O imóvel era divulgado com preço de locação sensivelmente menor do que o praticado na região, criando urgência para que o interessado agisse rápido, antes de "perder a oportunidade".
Contrato falsificado com assinatura eletrônica
Para dar credibilidade à negociação, era enviado um contrato de locação com aparência oficial, contendo uma assinatura eletrônica forjada, atribuída ao SOU.GOV — como se o documento tivesse sido validado por um canal do governo.
Cobrança de valores antecipados
Com a vítima já convencida, era solicitado o pagamento de reserva, caução ou primeiro aluguel — normalmente via Pix, antes de qualquer vistoria formal ou assinatura em cartório.
Desaparecimento
Assim que o valor caía na conta, a comunicação era interrompida. A vítima ficava sem o imóvel, sem o dinheiro e, muitas vezes, sem qualquer meio de identificar quem havia negociado com ela.
Por que a assinatura eletrônica falsa engana tanto
A assinatura eletrônica, quando genuína, é uma ferramenta legítima e segura — inclusive reconhecida pelo Judiciário para validar contratos de locação. É exatamente essa confiança que os golpistas exploram: ao inserir uma referência falsa ao SOU.GOV no documento, eles criam uma aparência de formalidade que faz a vítima baixar a guarda.
O problema é que a maioria dos locatários não sabe como verificar, na prática, se uma assinatura eletrônica é autêntica, se o contrato realmente foi processado pelo canal citado, ou se a pessoa do outro lado é de fato o proprietário — ou tem procuração válida para representá-lo. É justamente nessa lacuna de verificação que o golpe se instala.
Um risco que uma assessoria imobiliária está preparada para identificar
Verificar a autenticidade de um contrato, confirmar a titularidade do imóvel na matrícula e validar se quem está negociando tem legitimidade para tanto faz parte da rotina de análise de qualquer imobiliária séria — é o mesmo tipo de checagem que a Multiprime aplica antes de qualquer transação em sua carteira, seja em locação, seja em oportunidades de leilão e venda direta. Situações de tentativa de fraude documental já foram identificadas e barradas exatamente por esse processo de conferência prévia, antes de qualquer valor ser transferido.
Esse tipo de verificação — que parece burocrática à primeira vista — é justamente o que separa uma negociação segura de uma armadilha bem-produzida.
Sinais de alerta que merecem atenção redobrada
Ofertas significativamente mais baratas do que imóveis semelhantes na mesma região são o principal isca usada para acelerar a decisão do interessado.
Insistência para transferir caução ou aluguel antes de uma vistoria presencial ou de assinatura formal é um forte indício de golpe.
Anunciante que evita videochamadas, visitas acompanhadas ou encontro em local público levanta suspeita imediata.
Documentos enviados apenas por WhatsApp, sem vínculo com uma imobiliária, plataforma de assinatura verificável ou cartório, devem ser tratados com cautela.
Como se proteger antes de fechar um contrato de locação
Confirme a titularidade do imóvel
Solicite a matrícula atualizada e confira se o nome de quem está negociando corresponde ao proprietário ou a um procurador com poderes válidos.
Visite o imóvel pessoalmente
Nunca feche negócio baseado apenas em fotos e vídeos enviados. A vistoria presencial é uma etapa que nenhum locador legítimo tenta evitar.
Valide a assinatura eletrônica
Assinaturas eletrônicas legítimas podem ser conferidas diretamente na plataforma emissora. Desconfie de documentos que apenas mencionam o SOU.GOV sem oferecer um link de verificação oficial.
Nunca pague antes de formalizar
Caução, reserva e primeiro aluguel só devem ser transferidos depois da assinatura formal do contrato, com identificação completa das partes.
Conte com intermediação profissional
Uma imobiliária com equipe jurídica própria assume, por você, a checagem documental que evita esse tipo de armadilha.
Como a Multiprime protege quem aluga
Alugar ou colocar um imóvel para locação com o suporte de uma assessoria especializada elimina o ponto mais explorado por golpes como esse: a assimetria de informação entre quem negocia e quem verifica.
Antes de transferir qualquer valor, fale com quem entende do assunto
Nossa equipe verifica a documentação e a legitimidade do imóvel antes de você assinar qualquer contrato de locação.





